Goiânia, quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Cotas nas Universidades

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A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior – ANDIFES, divulgou recentemente uma pesquisa que mostra que após a implantação do sistema de cotas nas universidades federais e institutos federais, o perfil socioeconômico e cultural dos estudantes dessas instituições se diversificou.


De acordo com a pesquisa as instituições públicas de ensino superior ficaram “mais populares” com mais estudantes de famílias de baixa renda, estudantes negros (pretos e pardos) e indígenas. Ainda segundo o estudo da ANDIFES, entre 2003 e 2014, o número de estudantes de graduação negros nas instituições federais subiu 178%.

O sistema de cotas foi implantado a partir do ano 2000, para tentar corrigir o que é considerado como “injustiça histórica”, herdada do período da escravidão no Brasil e que resultou em um menor acesso ao ensino superior e consequentemente, a menores oportunidades no mercado de trabalho para negros e índios.

A Universidade do Rio de Janeiro-UNERJ e a Universidade de Brasília-UNB, foram as pioneiras no sistema de cotas no Brasil. Atualmente quase todas as universidades públicas já aderiram ao sistema em seus vestibulares.

Mas até hoje, as cotas ainda dividem opiniões no país. Para muitos, o sistema fere de certa forma, a autonomia da instituição, partindo do princípio de igualdade. Outros afirmam ainda que as cotas , fazem com que seja desconsiderado qualquer investimento de melhoria na educação básica brasileira.

E para discutir a implantação do sistema de cotas nesses quase dezessete anos, o programa Sobre Todas as Coisas, de segunda-feira, 19 de setembro, convidou para o estúdio o estudante cotista Miguel Alves, a integrante do Programa IFG Inclui, Cecília Maria Vieira e a socióloga, Michele Cunha Franco. O programa é ao vivo, à partir das 20h. Participe. Dê sua opinião através das redes sociais.

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