Goiânia, quinta-feira, 16 de junho de 2016

Homofobia | Sobre Todas as Coisas

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Essa semana dois casos de homofobia ganharam destaque na imprensa. Em Goiânia, duas mulheres denunciaram que sofreram agressões verbais de um médico por serem lésbicas. A agressão foi gravada e o vídeo ganhou as redes sociais e grande repercussão. O casal de mulheres registrou queixa contra o médico, que agora deverá prestar contas à polícia e à justiça. Nos Estados Unidos, na Flórida, em uma boate voltada para o público gay, 49 pessoas foram assassinadas por um homem de 29 anos. Outras 53 ficaram feridas. As investigações sobre as causas do massacre trabalham com várias possibilidades entre elas, por motivação religiosa e por comportamento homofóbico. No Brasil, segundo dados divulgados recentemente pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), os assassinatos de homossexuais, travestis e lésbicas em todo o país somaram 260 no ano passado, registrando um crescimento de 31% sobre o total registrado em 2009. Ainda segundo o Grupo Gay da Bahia, o Brasil é o campeão mundial de crimes homofóbicos e o risco de um homossexual ser assassinado no Brasil é 785% maior que nos Estados Unidos. Os homossexuais sofrem ainda preconceito no trabalho, assédio moral e perseguição. No Brasil não existe uma lei específica para punir com rigor crimes dessa natureza. No Congresso Nacional, um projeto de lei que criminaliza a homofobia está com o texto bloqueado há dez anos. Apresentada em 2006 na Câmara dos Deputados, a proposta prevê pena de cinco anos de prisão para quem cometer atos diretos ou indiretos de discriminação ou preconceito motivado pela orientação sexual. Atualmente o projeto está na Comissão de Constituição e Justiça do Senado para ser anexado à discussão sobre a reformulação do Código Penal. Mas porque há tanta intolerância à diversidade sexual nos dias de hoje? E porque esse projeto de lei é tão difícil de ser levado adiante pelos nossos parlamentares. É sobre esse assunto que o Programa Sobre Todas as Coisas vai discutir na segunda-feira, 20 de junho, a partir das 20 h, pela Televisão Brasil Central. No estúdio, com os apresentadores Susete Amâncio e Fernando Paes, o psicólogo Wadson Arantes; a advogada Chyntia Barcellos e o radialista Liorcino Mendes.

Participe e dê sua opinião através das redes sociais @sobretodas.

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